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A avaliação ortodôntica infantil não é sobre “dentes tortos”: é sobre desenvolvimento

A avaliação ortodôntica infantil não é sobre “dentes tortos”: é sobre desenvolvimento

Quando se fala em avaliação ortodôntica infantil, muitos pais pensam imediatamente em dentes desalinhados.

Mas a verdade é simples:

A primeira consulta não serve para decidir se a criança vai usar aparelho.
Serve para perceber como respira, mastiga, engole, dorme e cresce.

Ou seja, é uma consulta que olha para o desenvolvimento como um todo, e não apenas para o sorriso.

O que realmente avaliamos numa criança (e que quase nenhum pai imagina)?

Muito antes de pensar em aparelho, avaliamos:

  • Respiração — nariz ou boca? Há obstrução?
  • Mastigação — mastiga dos dois lados? Evita alimentos?
  • Deglutição — engole com função correta ou empurra os dentes?
  • Postura da língua — onde fica quando está em repouso?
  • Crescimento das arcadas — há espaço para os dentes permanentes?
  • Desenvolvimento da face — maxilar e mandíbula crescem de forma equilibrada?
  • Sequência da troca dentária — há dentes que não vão conseguir nascer?

Nada disto é estética.
Tudo isto é função — e a função é que guia o crescimento. É importante realçar que o aparelho não corrige função.

Entre os 7 e os 8 anos: porquê esta idade?

Porque aqui conseguimos ver para onde o crescimento está a ir, não só o que já aconteceu.

É nesta fase que identificamos:

  • bocas estreitas,
  • palatos altos,
  • mordidas cruzadas,
  • respiração oral,
  • falta de espaço,
  • dentes bloqueados,
  • hábitos que alteram a estrutura facial,
  • sinais que podem afetar fala, sono e postura.

É a idade que permite redirecionar o desenvolvimento com muito mais facilidade.

O que acontece nesta consulta?

De forma tranquila e prática:

  1. Observamos o sorriso, o rosto, a respiração e a forma como a criança mastiga.
  2. Avaliamos se existe espaço suficiente e se há assimetrias.
  3. Identificamos hábitos que estão a interferir no crescimento.
  4. Recolhemos exames apenas se fizer sentido.
  5. Explicamos aos pais — de forma simples — o que está a acontecer e quais são as opções.

E aqui está o ponto essencial que muitas famílias não sabem:

O aparelho NÃO corrige função.

Aparelhos corrigem posição dos dentes, crescimento das arcadas e estrutura.

Mas não corrigem:

  • respiração,
  • deglutição,
  • mastigação,
  • fonação.

Essas funções dependem da forma como a criança usa língua, lábios, bochechas, músculos da face e vias aéreas.

Por isso, muitas vezes, o melhor tratamento é ortodontia + reeducação funcional (com terapia da fala, motricidade orofacial, otorrino, etc.).

O aparelho abre espaço, melhora a forma, orienta o crescimento.
Mas é a função que mantém o resultado e permite um desenvolvimento saudável.

A avaliação é preventiva, não curativa

A avaliação é preventiva, não curativa

Quando avaliamos cedo, conseguimos:

  • evitar tratamentos longos,
  • reduzir necessidade de extrações,
  • prevenir problemas de fala, respiração e sono,
  • acompanhar o crescimento de forma natural,
  • apoiar a criança antes de desconfortos ou inseguranças.

Avaliar cedo não é antecipar problemas.
É evitar que eles apareçam.

Ortodontia infantil é desenvolvimento, saúde e equilíbrio

Quando entendemos que a ortodontia infantil não trata apenas dentes, mas:

  • como a criança respira,
  • como mastiga,
  • como fala,
  • como dorme,
  • como cresce…

… percebemos que esta consulta deve ser vista como parte essencial do desenvolvimento, tal como a pediatria, o otorrino ou a terapia da fala.

Se o teu filho tem entre 7 e 8 anos, esta é a idade ideal para perceber como está a crescer — mesmo que o sorriso pareça “normal”.

Envia mensagem e marcamos a avaliação.

Um passo simples agora pode mudar todo o caminho de desenvolvimento da criança.

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